quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Casal calcula que perdeu R$ 500 mil no desabamento de prédio de escritórios no Rio



A empresário Rosângela Touson, 48, podia ser vista entre moradores, funcionários e curiosos que se aglomeravam ao redor do local do desabamento de três prédio no centro do Rio. Depois de passar a madrugada ali, ela voltou para ver mais uma vez os escombros dos dois escritórios que mantinha em um dos prédios de ruiu. As duas empresas que tinha com o marido, de produtos naturais e a de informática, ocupavam todo o edifício.

"A gente vai tentar recomeçar", dizia. "Não consigo imaginar e nem sei como começar, ainda estamos atordoados, mas vamos". Ela calcula que o prejuízo foi de R$ 500 mil. 


As empresas, que funcionavam há 13 anos no prédio, tinham 14 funcionários. Segundo ela, todos já tinham deixado o local, após o fim do expediente, às 18h.

Marcelo Ferreira, um dos donos de uma loja de reparo de óculos que ficava no 12º andar do edifício Liberdade se salvou por pouco. “Eu saí meia hora antes do acontecido. As pessoas me ligaram, eu estava já no trânsito”, falou. 

Ferreira lembra que ainda havia pessoas trabalhando no edifício na hora que deixou o prédio. “O horário de funcionamento era até 21h, ainda poderiam estar lá 20 a mais pessoas dentro do prédio”, confirmou.

Sua mulher, Flavia Bretas, veio hoje ao centro do Rio para conferir os prejuízos do negócio: “Meu marido se salvou graças a Deus. No mesmo andar, tinha uma outra empresa com meninos jovens. Eu não sei deles. A gente não estava acreditando, a gente queria ver se era verdade.”

“Era muita fumaça, muita poeira, muita destruição, uma situação bem adversa”, contou o tenente-coronel Julio Cesar Máfia, da Polícia Militar, que foi um dos primeiros a prestar socorro logo após o desabamento do primeiro prédio, de 20 andares, na avenida Treze de Maio, na noite desta quarta-feira (25), na Cinelândia, centro do Rio.

O oficial, que estava de serviço na hora do desabamento no Batalhão de Polícia Militar, próximo à área da tragédia, chegou a tempo de salvar um dos zeladores do prédio, que estava soterrado. “A gente estava no momento do primeiro resgate, assim que aconteceu a tragédia. Havia forte cheiro de gás por volta das 21h e começou uma labareda logo depois", contou. "Ajudei resgatando o zelador. Começamos a retirada dos escombros, ele estava com a perna presa sentindo muita dor. Cada vez que retirava uma viga, o escombro cedia”, descreveu.

O policial disse que na fase inicial de resgate eram apenas 15 homens, entre policiais e bombeiros. 

A esperança agora, segundo ele, é “que haja bolsões de ar (sob os escombros) e que as vítimas soterradas estejam vivas”. Máfia esteve também presente no resgate às vítimas de Teresópolis, na região serrana, em abril de 2011.

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